quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

arrumação e bolachas


    Hoje foi dia para arrumar o frigorífico, voltar a fazer iogurtes, gelatina, pão e bolachas!
As bolachas não estavam previstas mas a Amélia adora fazê-las para poder fazer ursinhos e estrelas com a massa! Normalmente não fazemos, só no Natal mas desta vez quando ela me falou no assunto não resisti!
    Veio ter comigo a pedir para fazer bolachas e quando lhe disse que não valia a pena porque ela depois não as comia, respondeu logo "a mãe come!" Depois disse-lhe que era melhor não porque assim eu ficava gorda! Respondeu logo "Oh... que... (aqui usou uma palavra que me surpreendeu e não vou escrever), não faz mal, fazemos para o tio Xico!" E pronto. Ficou resolvido. Lá fomos fazer as bolachas. Não se faz mais nada nesta casa!
























 
    Para as bolachas deitamos numa taça 75g de farinha, 45g de açúcar amarelo e 50g de manteiga. Misturamos tudo com as mãos e fizemos estrelas e ursinhos com as formas!
Isto é meia receita! Depois foi 10 minutos ao forno a 150º.

panis et circenses


Porto


a propósito de cozinha e de "a vida portuguesa"

legumes crus


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

sopa de beterraba e pão de canela
























    No Domingo ficamos por casa. Tínhamos trabalho para fazer mas a verdade é que com as duas princesas tão pequenas é uma ilusão pensar que se vai fazer alguma coisa! O ideal é mesmo ir para a cozinha! A Amélia adora e eu aproveito e vou fazendo as minhas sopas.
    Quando viu a beterraba descascada ficou encantada! Disse logo que a sopa seria para ela. Era bom! Entretanto voltei ao meu retrato. Mais uns traços a lápis e a Amélia aparece de novo! "Mãe!! Sim?... Vamos fazer um pão!" Aproveitei a presença do Luís para passar a pasta! "O pai faz!"
    Habituada ao meu ritmo e à balança, às mil taças para cada ingrediente, ficou um pouco desiludida quando trepou para o banco! O Luís em menos de um minuto tinha despejado ingredientes a olho para dentro de uma única taça! Sem balança, sem o ritual da escolha da receita do livro, sem nada... Lá pôs o pão no forno e voltou ao trabalho e a Amélia voltou para os meus pés! "Mãe..."
    Enfim! O resultado foi um pão de canela delicioso mas claro, se perguntar a receita, não há resposta!
    Nessa noite o jantar foi a deliciosa sopa de beterraba com umas fatias do pão de canela.
    No dia seguinte não resisti ao último pedaço de pão por isso resolvi tentar fazer eu um parecido!
Peguei num livro e ao fim de meia hora decidi experimentar uma receita como base e depois improvisar o resto com os ingredientes que sabia que o Luís tinha usado! A minha ajudante adorou a ideia e lá fomos nós desarrumar a cozinha e usar mil taças!
 























    Numa tigela grande deitamos 3 chávenas de farinha de espelta, 1 colher e 1/2 de chá de sal, 1 colher e 1/2 de fermento seco para pão, 2 colheres de chá de canela, 1 colher e 1/2 de chá de açúcar amarelo.
    Mexer e fazer um buraco no meio. Nesse buraco deitar 1 chávena de água morna, 1 colher de sopa de azeite e raspa de 1/2 limão. Mexer com uma colher de fora para dentro e aos poucos formar uma massa elástica. Deixar no centro da taça, tapar com película aderente e deixar repousar 30 minutos. Pôr num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e assar a 200º,30 minutos.
 





















A sopa de beterraba fiz assim:

2 beterrabas aos cubos
1 cenoura média às rodelas
1 alho francês grande às rodelas
2 dentes de alho
3 tomates sem pele
1 cebola picada
800ml de água
salsa e louro

Refogar a cebola, o alho e o alho-francês em azeite. Juntar as cenouras e as beterrabas e deixar cozinhar mais 2 minutos. Por fim juntar os tomates cortados sem a pele, a água e um pouco de salsa e uma folha de louro que se retira antes de passar a varinha mágica.
Deixar ferver 15 minutos, deitar sal e passar com a varinha. Servimos com uma colher de sobremesa de iogurte natural.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

modra kapusta

    Hoje fiz uma sopa de couve roxa e ficou uma delícia! Em polaco couve roxa diz-se modra kapusta. Traduzi porque a Polónia é um dos países onde mais se cozinha esta couve. Ainda há uns dias a cozinhei segundo uma receita polaca com frutos secos. Por não ser um vegetal que habitualmente surja cozinhado na nossa tradição, tive curiosidade em perceber como funciona em sopa e, surpresa, fica muito bem, para além de lhe conferir uma cor pouco comum! Um lilás quase azul. 

1 cebola
1 dente de alho
1/2 alho francês
1/2 batata doce
1/4 couve roxa
1 chuchu
água
sal
azeite
 
A confeção foi igual à de sempre. Cozeu 30 minutos e foi triturada no final com sal e azeite.